segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mark Rothko


Red, Orange, Tan and Purple, 1954

Extensões retangulares de cores intensas flutuam pela tela. Suas bordas borradas fazem com que as massas de cor pareçam vibrar com uma qualidade nebulosa e mágica. Uma luminosidade etérea banha o quadro, dissolvendo toda a tensão entre formas e contrastes de tons num brilho interior.
Reservadas embora profundamente evocativas, as obras de Rothko dão a sensação de conterem uma verdade veemente, como se representassem a concretização de uma longa e árdua meditação. Russo, emigrou para os Eua em 1913. Em boa parte um pintor autodidata, geralmente trabalhava em grande escala. Pretendia fazer o espectador mergulhar numa experiência total da cor e disse “Pinto quadros grandes porque desejo criar um estado de intimidade. Um quadro grande é uma transação imediata; leva-nos para dentro dele”. Rothko foi uma figura importante do expressionismo Abstrato, e suas telas sem forma evocam um verdadeiro espírito do movimento – uma resposta final aos mistérios inacessíveis da psique humana.

Texto extraído do livro "O livro da arte" - Martins Fontes

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