
Red, Orange, Tan and Purple, 1954
Extensões retangulares de cores intensas flutuam pela tela. Suas bordas borradas fazem com que as massas de cor pareçam vibrar com uma qualidade nebulosa e mágica. Uma luminosidade etérea banha o quadro, dissolvendo toda a tensão entre formas e contrastes de tons num brilho interior.
Reservadas embora profundamente evocativas, as obras de Rothko dão a sensação de conterem uma verdade veemente, como se representassem a concretização de uma longa e árdua meditação. Russo, emigrou para os Eua em 1913. Em boa parte um pintor autodidata, geralmente trabalhava em grande escala. Pretendia fazer o espectador mergulhar numa experiência total da cor e disse “Pinto quadros grandes porque desejo criar um estado de intimidade. Um quadro grande é uma transação imediata; leva-nos para dentro dele”. Rothko foi uma figura importante do expressionismo Abstrato, e suas telas sem forma evocam um verdadeiro espírito do movimento – uma resposta final aos mistérios inacessíveis da psique humana.
Texto extraído do livro "O livro da arte" - Martins Fontes
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